Aposentadoria da mãe atípica
Contribuição especial que reconhece o trabalho integral e vitalício do cuidado, garantindo acesso à aposentadoria.
A voz e a vez da inclusão
Mãe atípica, empreendedora social e candidata a Deputada Estadual por Goiás. Há quase duas décadas transformando a dor de uma família na política pública de milhares.

+3.000
pessoas reunidas nas duas edições do Congresso Conexões do Espectro
+2.500
professores, terapeutas e mães formados pelo Autismo em Foco
1ª
pós-graduação do Brasil em autismo na vida adulta
18
anos de militância pela causa da inclusão
Sobre Larissa
Larissa Lafaiete é goiana, mãe do Augusto e uma das lideranças mais respeitadas da causa da pessoa com deficiência no Centro-Oeste. Sua história pública nasce de uma história íntima: a busca por diagnóstico, por terapia, por escola, por acolhimento — e a constatação de que quase nada disso existia organizado para as famílias atípicas.
Em vez de esperar, construiu. Abriu a primeira academia infantil do Centro-Oeste, trouxe para Goiânia os maiores nomes do autismo no país, reuniu famílias em praça pública, formou profissionais e mães, criou cursos, congressos e um espaço de terapias acessível a quem não tem para onde ir. Depois, levou tudo isso para dentro da lei.
Foi ao perceber, no fim de 2008, sinais de atraso no desenvolvimento do filho Augusto que Larissa iniciou a jornada que definiria sua vida. A família viajou a São Paulo em busca de investigação e voltou com uma certeza: intervenção precoce salva trajetórias. Desde então, Augusto é o centro e a bússola de cada decisão — e a razão pela qual Larissa passou a lutar não apenas pelo seu filho, mas pelos filhos de todas as mães atípicas de Goiás.
O cuidado dentro de casa virou método; o método virou movimento; o movimento virou política pública. Essa é a linha que atravessa toda a história da família Lafaiete.
Galeria

Nas ruas e nos palcos da causa: “onde existir amor, não há diferenças”.

Família Lafaiete: Larissa, o marido e o Augusto — o motivo de tudo.

Encontro comunitário com famílias atípicas e a comunidade.

Palestra ao lado do Augusto, compartilhando a história que virou política pública.

A arte do Augusto: talento que se torna voz e representatividade.

Ações sociais e campanhas solidárias ao lado de mulheres da comunidade.

Inclusão que acontece na prática, junto de quem mais precisa.

Presente no dia a dia, ouvindo cada família de perto.

Ao lado de quem caminha com ela todos os dias.
Trajetória
2008
Diante da desconfiança de um atraso no desenvolvimento do Augusto, a família parte para São Paulo em busca de investigação. Sem um diagnóstico fechado pela pouca idade, todos os profissionais apontam o mesmo caminho: começar a intervenção terapêutica imediatamente. Ali nasce a mãe que se tornaria ativista.
2009
Preocupada com a interação e o desenvolvimento do filho, Larissa abre em Goiânia a primeira academia infantil do Centro-Oeste, voltada ao desenvolvimento infantil.
2010
Traz a Goiânia o neurologista Salomão Schwartzman, referência nacional em autismo à época, realizando o primeiro evento de conscientização da cidade. Em seguida, organiza o primeiro encontro de famílias atípicas no Parque Flamboyant, com passeio ciclístico para as crianças e suas famílias.
2016
Estrutura um atendimento comunitário que garante a famílias em vulnerabilidade acesso gratuito a consultas médicas.
2019
Convidada pelo deputado Glaustin para compor sua equipe, torna-se responsável por todos os projetos envolvendo pessoas com deficiência. Mapeia as principais dores que viveu como mãe atípica e transforma cada uma delas em proposta legislativa.
2020
Idealiza o movimento Terapia de Mães Atípicas, que na pandemia teve papel decisivo na disseminação de conteúdo educacional, atualização profissional e formação de mães para o melhor desenvolvimento de seus filhos.
2021
Idealiza e cria a primeira pós-graduação do Brasil em autismo na vida adulta, com conteúdo dedicado ao autismo na adolescência e na fase adulta — a etapa mais invisibilizada do cuidado.
Hoje
Como uma das diretoras da Associação Goiana de Apoio aos Autistas e às Famílias de Autistas, cria em parceria com a associação o Espaço Royal: terapias sociais de baixo custo para crianças e adolescentes que não conseguem acesso pelo setor público nem condições de pagar pelo privado.
Bandeiras e projetos
Contribuição especial que reconhece o trabalho integral e vitalício do cuidado, garantindo acesso à aposentadoria.
Política de moradia para pessoas com deficiência, respondendo à maior angústia das famílias: o depois de nós.
Obrigatoriedade da disciplina de autismo nos cursos superiores, especialmente nos cursos da área da saúde.
Medidas para coibir a violência dentro das escolas e proteger estudantes com deficiência.
Simplificação da caracterização do bullying como crime, com responsabilização real.
Participação em audiências públicas e seminários na Câmara dos Deputados, atuando como uma das revisoras do texto final aprovado.
Inclusão que acontece
Existe uma família invisível: a que não consegue vaga na rede pública e não consegue pagar pela terapia particular. Para ela, Larissa criou o Espaço Royal em parceria com a Associação Goiana de Apoio aos Autistas e às Famílias de Autistas — terapias sociais de baixo custo para crianças e adolescentes. Somado ao atendimento comunitário que garante consultas médicas gratuitas a famílias carentes desde 2016, é a prova de que a inclusão que ela defende no discurso já existe na prática.